5 de mai. de 2012

O PODER

     Aparentemente. existe pouca necessidade de se refletir sobre o significado do poder. Sabemos que através dos tempos o poder está ligado  a majestade e a glória, bem como no louvor bíblico ao ser Supremo. Segundo Bernard Russell: "o poder juntamente com a glória, permanece como a mais alta aspiração da humanidade."
     " Dos infinitos desejos do homem, os principais são os desejos de poder e a glória." Pawer: A New Social Analysis(N.York W.W. Norton, 1938),p.11.
     Os políticos na sua maioria sempre fazem referência ao poder. os presidentes, primeiros-ministros, têm poderes ou sentem que são insuficientes.Nas reportagens da imprensa escrita, falada e televisada, sempre aparece a conotação que certos e determinados políticos estão adquirindo ou perdendo poder. Comenta-se, inclusive,  que as grandes empresas e os sindicatos são poderosos e que as multinacionais são perigosamente poderosas. Também, os diretores de jornais, os chefes de redes de rádio-televisão, os locutores inteligentes e desinibidos, editores, colunistas e comentaristass( inclusive de futebol) exercem um poder efetivo.
     Os Estados Unidos um vasto e importante país, como também a Rússia, chamam a atenção geral pelo seu poder; eles são as grandes potências, as superpotências. A Inglaterra, outrora também uma grande potência, já não é poderosa. Sabemos que nos últimos tempos os Estados Unidos vêm perdendo parte do seu poder industrial para a Alemanha e o Japão. Assim, por mais diversamente que a palavra seja usada, supõe-se  que todos saibam o que ela significa.
     Max Weber, o sociólogo e cientista político alemão(1864-1920), satisfez-se com uma definição próxima à compreensão cotidiana: poder é "a possibilidade de alguém impor a sua vontade sobre o comportamento de outras pessoas."Quanto maior a capacidade de impor tal vontade e atingir  o correspondente objetivo, maior  o poder. E pelo fato de possuir o poder, um significado tão ligado a compreensão comum, que a palavra  é utilizada  tão frequentemente sem necessidade de definição.
     Há três instrumentos para manejar o poder  ou exercê-lo. Por trás destes três instrumentos para o exercício do poder, estão as três fontes do poder, isto é,  os atributos ou instituições  que distinguem os que detém  o poder  daqueles que se submetem a ele.As três fontes do poder são: a personalidade, a propriedade(onde se inclui a renda) e a organização.
     Vamos explicar, resumidamente, os três intrumentos para o exercício do poder como as suas fontes;
          PODER CONDIGNO E PODER COMPENSATÓRIO
     A diferença entre poder condigno e o poder compensatório é a diferença entre a recompensa negativa e a positiva. O poder condigno esmaga o indivíduo com algo doloroso, físico ou emocionalmente, para fazê-lo renunciar às suas preferências para evitar o sofrimento. Enquanto o poder compensatório oferece ao indivíduo uma recompensa ou um pagamento suficientemente vantajoso ou agradável para que renuncie a sua própria preferência e, em troca, busque a recompensa.
     O exercício tanto do poder condigno como do compensatório é regulado conforme  a urgência, amplitude,  importância e dificuldade  da submissão pretendida.
     A graduação adequada da punição condigna  e retribuição compensatória figura  entre as questões  mais discutidas  na sociedade moderna, gerando comentários e controversias. Assim, a punição de um assassino é compatível com os resultados almejados? E  a dos acusados de traição e corrupção? A penalidade  para aqueles que não se submetem à norma pública sobre o uso da maconha, cocaina, etc.? E os salários sao excessivos  para os gerentes  que se submetem aos propósitos das empresas? Existe alguma compatibilidade  salarial  daqueles que trabalham com ruido e sujeira  na linha de produção? E os que servem a organização pública - que se submentem aos propósitos do Estado - estão sendo pagos  adequada ou excessivamente, face  a seus colegas em posições equivalentes na empresa privada? Que dizer dos soldados cuja submissão é obtida  em parte  pelo soldo, e em parte por medidas condignas se demonstrarem  pouco entusiasmo e covardia  em combate, e em parte por um poderoso condicionamento social a ser examinado. A fascinação  pelo tema do poder reside no número de opções  que ele abre  sobre a vida cotidiana.
     Em todas as sociedades modernas, uma linha bem nítida  é traçada  entre o poder compensatório e o poder condigno. A coerção compensatória é mais civilizada e compatível com a liberdade  e a dignidade do indivíduo do que a coerção condigna. Fundamental para o poder condigno  e para o poder compensatório, é a relação  entre a recompensa  oferecida ou a punição  acertada e a submissão obtida. O operário de uma linha de produção não ficaria  muito tempo  no serviço sem pagamento, nem se submeteria  a fazer horas extras sem um pagamento suplementar. O criminoso potencial é dissuadido pela ameaça  de uma punição a qual estará sujeito. O motorista respeita as leis do trânsito por causa das multas que pode sofrer.Mas em todos esses casos e em muitos outros, está presente um incentivo a submissão, que é um forma de comportamento adequado, prestigiado, aceito ou decente. Assim, se trabalha  porque  é o que se deve fazer. A vida  não deve ser desperdiçada, nem o tempo ser gasto em ociosidade.
     A dificuldade para se compreender o poder é a ausência de casos puros. Existe uma mistura  com a imposição condigna ou compensatória do poder e a submissão  que advém,  porque o indivíduo acredita  ou foi persuadido  de que é  o melhor caminho para ele obedecer. Isto é proveniente da convicção, da crença  e da sua importância. Da mesma forma o desenvolvimento sócio-econômico impeliu a sociedade da imposição física condigna do poder  para a retribuição pecuniária compen
satória, e, atualmente, está levando-a  a confiar  cada vez mais no poder condicionado.
          PODER CONDICIONADO
     Em contra posição  ao poder condigno e compensátorio, o poder condicionado é subjetivo. Nem os que exercem, nem os que se sujeitam a ele estão, necessariamentel, cientes  de que ele está sendo exercido.
     A aceitação da autoridade, a obediência a vontade alheia, se constitui na preferência  daqueles que se submetem. Esta preferência pode ser cultivada, tanto pela persuasão como pela educação. Este se constitui no condicionamento explícito. Ou pode ser estabelecido pela própria cultura , isto é, a submissão  é considerada normal ou tradicionalmente correta. Este é o condicionamento implícito.
     Convém salientar que, não existe  uma separação nítida  entre um e outro; assim, o consicionamento explícito pode gradativamente transformar-se em implícito. Para clarear mais essas idéias basta citar os meios que os homens  no passado e, também, no presente, têm exercido  o poder  sobre as mulheres.Uma parcela desse poder masculino deve ser atribuida  ao maior  acesso do homem ao poder condigno em vista de sua força física frente a uma esposa fisicamente mais fraca  e por natureza mais dócil. Aliado a isso a eficácia  do poder compensatório, da recompensa por meio de jóias, moradia, vida social, divertimentos, viagens, boa alimentação, etc.. Assim, essas recompensas  têm a utilidade de assegurar a concordância da mulher a vontade masculina.
     Fazendo uma reflexão, o poder masculino e a submissão feminina  tem dependido desde tempos remotos  da crença de que é uma  ordem natural das coisas. Tudo isso foi um produto de uma educação  específica, tanto nas escola  como pela Igreja - este era o papel adequado das mulheres  na ordem social e em relação à família. Nos fins do Século XX os cursos universitários  ensinavam  às mulheres  as artes  do lar, economia doméstica, trabalhos manuais, etc..
     Entretanto, apenas parte  da subordinação das mulheres era obtida pela instrução  específica, isto é, pelo condicionamento explícito. A outra parte , a maior, era e ainda é, obtida pela aceitação que a comunidade e a cultura tem considerado como correto e virtuoso. O grande sociólogo alemão Max Weber expressou que "é uma relação patrimonial estabelecida entre o governante e o governado."Este é o condicionamento implícito, uma força poderosa.
     Nessa abordagem sobre  a submissão condicionada feminina existe  uma literatura vasta e repetitiva.  O importante é perceber que esse poder exercido pelos homens  em relação as mulheres vem das crenças e como prova disso, está  o atual esforço de emancipação das mulheres  através do movimento feminista, diminuindo sobremaneira, o poder condigno exercido pelos homens. Como exemplo disto temos, agora no Brasil, a Lei Maria da Penha que, gradativamente, vem reduzindo o poder condigno, inclusive, com prisão.
     Também, a sociedade comtemporânea tem procurado reduzir  o poder compensatório exercido pelos homens, mediante  o incremento de oportunidade de emprego fora do lar  para mulheres  e as denúncias  de discriminação que mantém as mulheres  em cargos  inferiores  mesmo tendo capacidade técnica superior.
     Ao abordar o domínio masculino, tenho o objetivo  de alertar que esse domínio se aplica  às outras manifestações de poder,Assim, o poder da Igreja, por exemplo, era outrora mantido pelo acesso a punição condigna , tanto  nesse como no outro mundo. A história  relata  as ações condignas  da contrareforma  exercida pela Igreja. Exercia ainda, poder compensatório através de benefícios conferidos. Mas  seu poder dependia  e depende  hoje da crença. Assim, a Igreja dirigiu seus esforços para instalar e consolidar essa crença.
     No campo militar acontece a mesma coisa; o raciocínio é idêntico. Atualmente, existe uma aceitação, quase unânime, que os bons soldados têm um compromisso com a causa pela qual lutam. E disposição para enfrentar a morte ou mutilação exige um moral elevado que provém da crença. Os mercenários, motivados pelo poder compensatório ou os soldados  despreparados, sem treinamento, motivados só pelo poder condigno,sempre foram e são considerados  guerreiros de segunda categoria.( A Legião Estrangeira  é um caso a parte que futuramente irei abordar).
     Em muitos países, principalmente na America Latina,  o poder compensatório ainda persiste sob várias formas - distribuição  de cargos, convites para viagens com ministros, honrarias, concessão de contratos públicos, programas como a Fome Zero, Bolsa Escola, Bolsa Família , etc., do atual Governo brasileiro. Entretanto, como ocorre com a religião e as forças armadas, o poder  condicionado é muito mais importante. A maioria dos políticos modernos cultivam  a crença. O poder político consiste basicamente em poder condicionado.
     Na vida econômica  o poder condicionado tem grande significação. O trabalhador só reage  ao poder compensatório; na ausência deste não trabalha. Entretanto, quase todas as tarefas desempenhadas  pelo empregado. exceto as repetitivas e estafantes, o mesmo se orgulha do seu trabalho e se auto-realiza  se  o seu cargo é enriquecido, principlamente se o indivíduo ascende na hierarquia da grande empresa. A remuneração ainda é uma grande motivação, mas os propósitos da empresa estão profundamente incorporados  a sua crença  e têm uma força independente. Então, a crença nos propósitos e objetivos da empresa, faz  o trabalhador orgulha-se de realmente acreditar naquilo que está fazendo. Assim, crê que tais objetivos são bons e corretos, faz com que essa crença seja a manifestação eficaz  do poder condicionado.
          AS FONTES DO PODER
     São três as fontes  que dão acesso ao poder condigno,compensatório e condicionado: a personalidade, a propriedade e a organização.
          A PERSONALIDADE
     Primeiramente,é preciso dizer que as três fontes do poder  aparecem quase sempre combinadas. A personalidade  é muito influenciada pela propriedade e vice-versa, como também recebe força da organização.
     Cada uma das três fontes do poder tem uma relação estreita e não exclusiva com um instrumento específico de imposição. A organização esta associada ao poder condicionado; a propriedade ao poder compensatório; e a personalidade ao poder condigno.
     É através da personalidade que se consegue conquistar a crença e a submissão de outros. O cometário político da atualidade tem forte tendência a exagerar o papel da personalidade no exercício do poder. É um erro histórico, muitos líderes, de Moises a Marx, a Hitler, a Stalin, a Winston Churchill e Roosevelt, tiveram habilidade para subjugar outros a seu propósito. Suas personalidades lhes proposionaram  acesso ao poder  condigno, compensatório e condicionado. Foram nas suas épocas homenageados e admirados. Então,  o que deveria ser atribuido à propriedade ou à organização que os apoiavam era assim creditado às suas personalidades. Portanto, é da natureza social dramatizar o papel da personalidade. Existe um empenho social em procurar ligação com aqueles tidos como poderosos. É muito apreciado por aqueles  que a recebem e, em consequência, políticos, autoridades públicas, jornalistas da impresnsa falada, escrita e televisada, cultivam uma aparência respeitável que sugere poder. Nos trajes, nas maneiras, e no comportamento geral, apresentam uma bem estudada aparência de liderança e comando. Em suma: O resultado é bastante convincente. Os comícios,plateias e aplausos tendem a uma compreensão equivocada  da personalidade como fonte de poder. Segundo John Kenneth Galbraith: "A palavra líder, na sua acepção comum, é ambígua e deveria ser entendida com tal. O líder  pode ser exímio na arte de conquistar a submissão de outros a seus propósitos. Mas na interpretação cotidiana, nos mais das vezes é apenas um perito em identificar  para a multidão os próprios objetivos dela."
        A PROPRIEDADE
     Das três fonte do poder, a propriedade é a mais incisiva e direta. Sua posse dá acesso ao exercício do poder. Para os socialistas, a propriedade era e continua sendo a fonte não só decisiva mas única do poder.O argumento que mantinha e mantém coeso o Sistema Capitalista. " A teoria dos comunistas  pode ser resumida em uma só frase: Abolição da propriedade privada."
     A riqueza  não dá  mais acesso automático ao poder condicionado. Atualmente, os ricos buscam a influência  através da contratasção de firmas especializadas em relações públicas e publicidade a fim de conquistarem outros para suas crenças, ou financiam um político ou comitê político que transmita  as suas idéias, ou eles próprios entram na política, utilizando-se  de seus bens  para persuadir os eleitores(não é compra de votos). O condicionamento social  assim adquirido é a mais visível manifestação atual do poder proveniente da propriedade.
     A propriedade através do poder compensatório, obtém a submissão diária de milhões de trabalhadores. Ajuda a obter  esforço, como a crença, daqueles que dirigem os grandes empreendimentos econômicos. Apesar da propriedade ter se rendido a organização, como principal fonte de poder, não deve ser ignorada.
          A ORGANIZAÇÃO
     Nos tempos modernos a organização é a mais importante das três fontes do poder.Obviamente, a organização para ter eficácia e eficiência no exercício do poder é associada à propriedade e, em maior ou menor gráu, à personalidade.
     Primeiramente,  para compreender o exercício do poder pela organização, é mister defini-la. Assim, organização é segundo Maximiano(1992), "uma combinação de esforços individuais que tem  por finalidade realizar propósitos coletivos." Seus participantes  submetem-se  aos objetivos da organização visando um objetivo comum que, consiste na submissão de pessoas ou grupos externos à organização. Dentro deste contexto, a organização abrange uma diversidade enorme de associações  e de gráus de submissão interna e externa. Portanto, um exército é uma organização sólida e estruturada internamente, definindo a cada membro seu respectivo lugar e autoridade; exige um nível de obediência às normas internas altamente elevado, isto é, a submissão total ao poder interno.
     Um partido político brasileiro também é uma organização. Entretanto,  a estrutura interna está delineada fragilmente, como qualquer submissão de seus membros aos propósitos da organização, que têm objetivos diversificados(observamos isso na dissidência do PMDB).A submissão externa que o partido detém como organização é indecisa e superficial.
     Uma empresa é uma organização, e exige  um alto gráu de submissão interna; mas, em comparação com um partido político, numa escala bem mais restrita no que tange aos objetivos; e, suas atividades ligadas a produção e vendas de bens ou serviços, visa a submissão externa sob a forma de aquisição e uso desses bens e serviços pelos seus clientes. Busca,ainda, a submissão do governo aos seus propósitos.
     O governo é uma organização, impõe submissão interna  a seus membros de forma diversificada para as mais variadas finalidades externas. A submissão externa é diluida  por várias áreas do governo, pois a submissão é mais branda; como exemplo disto temos as transgressões  às leis do trânsito.
     Na realidade, a organização baseia-se  em normas abrangentes e coerentes. A organização pode ter acesso ao poder condigno, ao poder compensatório, em associação com a propriedade e, princippalmente, em sua concepção moderna, a organização tem acesso  ao poder condicionado. É para exercer o poder condicionado que a maioria das organizações são criadas.
     Existe uma simetria bimodal: obtem-se a submissão externa aos propósitos da organização quando se conquista a submissão interna. A força da organização no ambiente externo depende da profundidade e firmeza da submissão interna.
     Covém salientar que existe uma associação entre o poder de uma organização e a quantidade e variedade de metas  às quais busca submissão. Assim, quanto maior forem  os propósitos  e objetivos para os quais a organizalçao  procura impor seu poder, mais fraca  ela será na conquista de submissão a qualquer um deles.
     A eficácia da empresa moderna em produzir e vender seus produtos, depende da qualidade de sua organização interna, isto é, da extensão e profundidade da submissão dos seus empregados. É bom esclarecer que essa submissão não é imprescindível nos escalões inferiores da empresa; basta mantê-los através do exercício rotineiro do poder compensatório. Isso não exclui a importância  de um programa de motivação  da força de trabalho para elevar o moral do operariado. A submissão entre os executivos deve ser total aos propósitos  da empresa - isto torna-se indispensável. A crença  nos propósitos da empresa - o poder condicionado - é certamente o mais importante. As crenças e aspirações da empresa existem para serem aceitas.
     A relação entre as expressões  internas e externas do poder dentro da organização podem ser observadas na burocracia governamental(basta ouvir os pronunciamentos do presidente, ministros e gerentes do alto escalão), nas associações de classe, no futebol profissional e mesmo no crime organizado.Nada enfraquece tanto o poder externo de uma organização  como a indisciplina  e a discordância  de pontos de vista  de seus integrantes.
     Podemos concluir  que as organizações  vigorosas exigem um firme  condicionamento interno de seus membros para obter  o máximo de resultado externo. Como exemplo, citamos um recruta das forças armadas que, em tese, é intensiva e cuidadosamente instruido sobre os propósitos de sua organização.
     Em resumo: O poder. principalmenmte, quando sua fonte está na organização,não é algo simples. Nem todos os limites  do poder organizado aparecem com nitidez. Do mesmo modo que os indivíduos e as organizações  procuram ampliar o seu poder, em contrapartida,também oa outros procuram resistrir a submissão. E da mesma forma que a personalidade, a propriedade e a organização juntam-se para ampliar o poder, contrariamente são reunidos na resistência a submissão.
     Alerto aos leitores desta postagem que o tema sobre o poder é bastante polêmico com diversas linhas de pensamento. Ao divulgar - de forma sintética - um tema tão complexo cono este, tenho o objetivo de despertar no leitor questionamentos sobre as organizações  públicas e privadas existentes no Brasil de hoje.
     Bibliografia consultada: Galbraith,John Kenneth, Anatomia do Poder - 2ª edição - São Paulo - Pioneira, 1986.


    
    

    

16 de abr. de 2012

GARGALO LOGÍSTICO E OS DESAFIOS DA CADEIA PRODUTIVA

Gargalo logístico e os desafios da cadeia produtiva
O cenário econômico positivo no Brasil que provocou o aumento do consumo interno e gerou novos negócios, principalmente dos últimos anos, se refletiu em avanços significativos na infraestrutura do País. Os desafios logísticos, pelo contrário, continuam a exigir do empresariado brasileiro soluções paliativas para não comprometer a saúde financeira de suas companhias.
O gargalo atinge empresas de vários segmentos, mas os setores de bebidas é um dos que mais gastaram com logística no ano passado, segundo a pesquisa Custos Logísticos 2011, do Instituto de Logística e Supply Chain. Enquanto a média geral de gastos foi de 8,5% em relação à receita líquida, o setor de bebidas gastou 12,1%.
gargalo logisticoAs deficiências da infraestrutura logística brasileira permeiam todos os setores de transporte. Rodovias, portos e aeroportos sofrem com a falta de investimento, afetando a demanda e elevando os gastos. De acordo com o Banco Mundial, o custo da logística no Brasil equivale a 20% do PIB, o dobro dos países ricos.
O setor de transporte rodoviário, responsável por 76% da mercadoria que transita no País, atinge praticamente todos os pontos do território nacional, mas, por outro lado, é o que apresenta preços de frete mais elevados. Embora ofereça baixos custos fixos, os variáveis são mais altos, podendo ter alteração de acordo com questões que estão na esfera pública. Alguns dos exemplos são os valores do combustível e da manutenção das vias.
Com apenas 212 mil quilômetros de rodovias pavimentadas – enquanto a China e a Índia registram 1,5 milhão de quilômetros de estradas cada -, o Brasil possui um alto custo de conservação de sua frota. Afinal, a qualidade das estradas afeta diretamente o desempenho do caminhão e influencia no prazo da troca de peças, realizadas antes do previsto.
E os desafios não se restringem apenas à falta de aportes em infraestrutura. A carência de um planejamento urbanístico das grandes cidades também tem impactado o setor. As restrições do tráfego de caminhões nos principais centros urbanos do País têm forçado as empresas a buscar novas soluções. Especialmente para companhias, cujos clientes estão no coração dos municípios , seguir rotas e horários restritos de circulação de veículos exige uma grande ginástica logística. A compra de caminhões comerciais leves ou alteração do horário de trabalho são algumas das alternativas, porém implica no pagamento de adicionais noturnos aos empregados e no aumento das equipes de segurança, além do custo do período em que o veículo fica parado.
Apesar dos investimentos previstos pelo governo, as expectativas para o futuro não são tão animadoras. A escassez de fortíssimas altas no custo de mão de obra e os gargalos de infraestrutura serão somados aos aumentos de custos provocados pelo preço do óleo diesel, pedágio, caminhões e do salário dos motoristas e ajudantes. Com este cenário, o grande prejudicado será o Brasil, que perde competitividade frente aos países do mundo e encarece seus produtos com os altos valores logísticos embutidos.
Por Hamilton Picolotti – Presidente da Confenar – Confederação Nacional das Revendas AmBev e das Empresas de Logística da Distribuição


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em : domingo, 15 abr, 2012
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15 de abr. de 2012

NASA vai desenvolver cadeia de suprimentos interplanetária


Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/02/2006


Logística e cadeia de suprimentos ("supply chain") são termos bem conhecidos dos profissionais que lidam com a distribuição de mercadorias, tanto no atacado quanto no varejo. São temas do dia-a-dia de indústrias e distribuidores e, aparentemente, nada têm a ver com a exploração espacial.
Mas a NASA não pensa bem assim. Ela acaba de reunir pesquisadores de universidades e empresas privadas em torno do projeto "Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos Interplanetária e Arquiteturas de Logística". A idéia é construir as bases para o fornecimento de bens e equipamentos em uma exploração espacial em escala interplanetária.
Uma cadeia de distribuição interplanetária inclui a transferência de bens, serviços e informações associadas, a partir dos fornecedores em solo terrestre, para os pontos de lançamento, a integração de cargas nos veículos espaciais de transporte, a colocação em órbita dessas cargas, sua tranferência entre as estações de órbita baixa e a Lua e Marte e, finalmente, a logística desses bens e equipamentos no local de destino.
NASA vai desenvolver cadeia de suprimentos interplanetária
"Ao contrário da missão Apollo, a exploração futura terá que estar calcada em uma complexa rede de fornecimento no solo e no espaço. O objetivo primário desse projeto é desenvolver uma visão compreensiva da cadeira de suprimentos e ferramentas de planejamento para a logística espacial," explica, David Simchi-Levi, um dos participantes do projeto.
Conceitualmente, a rede de distribuição espacial é muito similar à utilizada pelas grandes empresas aqui na Terra, mas com uma diferença significativa: o movimento entre os nós, no espaço, cria dependências de tempo e energia na rede como um todo, o que não existe na Terra. Este é tanto um desafio prático quanto uma oportunidade de pesquisa acadêmica.
Na fase inicial, os pesquisadores tentarão identificar analogias entre a cadeia de distribuição terrestre e a espacial, estudando casos concretos de fornecimento de bens de alto valor agregado e pequeno volume, operações de longa duração e fornecimento de bens para operações em locais remotos.
A próxima fase irá cobrir a análise da logística espacial propriamente dita, com a construção de um modelo de rede de distribuição terrestre-espacial integrada, onde os nós serão Terra-Lua-Marte-Órbitas e prováveis pontos de aterrissagem-exploração.
A terceira fase irá explorar a modelagem de oferta e demanda, agregando-se o elemento incerteza. Serão quantificadas as principais incertezas na oferta e demanda, incluindo variações na demanda, mix das cargas, custos de transporte e interrupções não planejadas na oferta, além de questões de armazenamento, como degradação, obsolescência e aquecimento de gases criogênicos ao longo do tempo. Estes dados serão utilizados para abastecer o modelo de rede de abastecimento, objetivando a simulação de diferentes cenários de logística, iniciando com o desenvolvimento do Veículo de Exploração da Tripulação (CEV) e testes de vôo em 2008.
A fase final irá alavancar os modelos anteriores e combiná-los com modelos existentes de logística espacial para desenvolver uma arquitetura de cadeia de distribuição espacial e os estudos de comércio correspondentes.


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14 de abr. de 2012

RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO DO GERENTE DE PROJETOS


Retorno sobre o Investimento do Gerente de Projetos

Talvez você - como eu - já tenha notado que os empresários profissionais estão cada vez mais pragmáticos, reavaliando constantemente seus investimentos, procurando explorá-los da melhor forma possível. Faz sentido, na realidade de oportunidades globalizadas, onde o retorno sobre o investimento é um dos indicadores mais relevantes.
Em uma destas ocasiões, com um grupo de executivos, surgiu uma avaliação sobre a necessidade ou não de um gerente para aquele projeto. "Para que?!?", diziam, "... qual a sua finalidade? Qual a sua contribuição? Será que o custo deste profissional na equipe se justificaria?"
Percebi que, no meu paradigma, as respostas eram óbvias. No entanto, para aquele grupo de diretores, nem tanto. Imaginei que se acontecia com eles, pode estar acontecendo em outras organizações, de forma que escolhi o tema para este Ponto de Vista.
Inicialmente, vejamos os fatos. Em uma recente pesquisa apurada em uma organização da NASA, com uma amostra de trinta projetos, ficou evidentes que quanto menos se investiu em planejamento, maior foi o risco de estourar o orçamento, em duas ou até três vezes o valor inicial.
Sabemos que o Retorno sobre o Investimento é a relação entre os benefícios que obtemos (lucro líquido), Quantitativos e Qualitativos, e o custo ou esforço requerido (investimento).
Portanto, em termos quantitativos, se realizarmos o investimento de uma pequena parcela para custos administrativos do projeto - digamos 20% - que nos asegura mante-lo na trilha correta, evitando extrapolar o orçamento em até, digamos, 200%, então nosso RSI (Retorno Sobre o Investimento) será de 200/20=10 vezes.
No entanto, a contribuição do gerente de projetos fica ainda mais evidente se enxergamos além dos números, e observamos os retornos qualitativos que o mesmo propicia para a organização. Em nossa visão, durante os processos, o gerente agrega valor ao projeto através das seguintes atividades:

Processo de Iniciação:

  • Aceita o desafio;
  • Acredita e levanta a bandeira do projeto;
  • Vende a proposta.

    Processo de Planejamento:
  • Cria uma estratégia;
  • Forma e integra a equipe;
  • Interage com diversos interessados;
  • Coordena a documentação (mensagem);
  • Antecipa possíveis riscos e as ações contingênciais.

    Processo de Execução:
  • Designa recursos às atividades;
  • Orienta as ações;
  • Motiva as pessoas;
  • Treina e aperfeiçoa as qualificações;
  • Determina o ritmo de trabalho.

    Processo de Controle:
  • Acompanha o progresso e os custos;
  • Controla a qualidade;
  • Corrige os desvios;
  • Minimiza os riscos.

    Processo de Encerramento:
  • Repassa e sintetiza as lições aprendidas;
  • Comemora os resultados com a equipe;
  • Compartilha o aprendizado com a sociedade.

Além disso, durante todos estes processos do projeto, seu gerente também está promovendo comunicação, encaminhando negociações, administrando conflitos, analisando problemas e tomando decisões.
Aliás, segundo as experiências que conhecemos, para o profissional que exerce esta atividade, o retorno também tem sido estimulante. Existe uma demanda crescente no mercado de trabalho para este profissional, alinhada às tendências de mudanças, investimentos e globalização que estamos assistindo.
Em síntese, nosso ponto de vista é que a atuação do gerente de projetos pavimenta o caminho que a visão estabeleceu, assegurando o sucesso do empreendimento, o que representa um excelente retorno sobre o investimento para todos os envolvidos. Pense nisso.


Daniel Georges Jehlen Gasnier,
Consultor da IMAM Consultoria Ltda., de São Paulo.
Tel. (0--11) 5575 1400 imam@imam.com.br

Esta página é parte integrante do www.guiadelogistica.com.br .

TENHA ATITUDE ! O MOTIVADOR

David Portes - O maior motivador do mundo!

Administração de Empresas: O Valor do Gerente

7 de abr. de 2012

GERÊNCIA DE PROJETO

História da gerência de projeto
Como uma disciplina, a gerência de projeto foi desenvolvida de diversos campos de aplicação diferentes, incluindo a construção civil, a engenharia mecânica, projetos militares, etc. Nos Estados Unidos, o "pai" da gerência de projeto é Henry Gantt, chamado o pai de técnicas do planejamento e do controle, que é conhecido pelo uso do gráfico de barras como uma ferramenta de gerência do projeto, para ser um associado às teorias de Frederick Winslow Taylor de administração científica, e para seu estudo do trabalho e da gerência do edifício do navio da marinha. Seu trabalho é o precursor a muitas ferramentas de gerência modernas do projeto, tais como a WBS (Work Breakdown Structure) ou EAP (Estrutura Analítica do Projeto) de recurso que avalia o trabalho.
Os anos 1950 marcam o começo da era moderna da gerência de projeto. Outra vez, nos Estados Unidos, antes dos anos 50, os projetos foram controlados basicamente se utilizando os gráficos de Gantt, técnicas informais e ferramentas. Nesse tempo, dois modelos de projeto matemático foram desenvolvidos:
  1. Program Evaluation and Review Technique ou o PERT, desenvolvido como a parte programa do míssil do submarino Polaris da marinha dos Estados Unidos' (conjuntamente com o Lockheed Corporation);
  2. Critical Path Method (CPM) desenvolvido em conjunto por DuPont Corporation e Remington Rand Corporation para projetos da manutenção de planta. Estas técnicas matemáticas espalharam-se rapidamente em muitas empresas.
Em 1969, o Project Management Institute foi dando forma para servir ao interesse da indústria da gerência de projeto. A premissa do PMI é que as ferramentas e as técnicas da gerência de projeto são terra comum mesmo entre a aplicação difundida dos projetos da indústria do software à indústria de construção. Em 1981, os diretores do PMI autorizaram o desenvolvimento do que se transformou em um guia de projetos o Project Management Body of Knowledge, contendo os padrões e as linhas mestras das práticas que são usados extensamente durante toda a carreira profissional do gestor de projetos.

[editar] O gerente de projeto

Um projeto é desenvolvido pelo profissional denominado gerente de projeto. Este profissional raramente participa das atividades diretas do projeto que produzem os resultados. Sua função é gerenciar o progresso do empreendimento e através das variáveis (qualidade, custo, prazo e âmbito) verificar seus desvios. Desta forma, seu objetivo geral é proporcionar que as falhas inerentes aos processos sejam minimizadas.
Um gerente de projeto tem que determinar e executar as necessidades do cliente, baseado nos seus próprios conhecimentos. A habilidade de adaptar-se aos diversos procedimentos pode lhe proporcionar um melhor gerenciamento das variáveis e desta forma uma maior satisfação do cliente.
Em campo, um gerente de projeto bem sucedido deve poder imaginar o projeto inteiro do seu começo ao seu término e desta forma assegurar que esta visão seja realizada.
Qualquer tipo de produto ou serviço — edifícios, veículos, eletrônicos, software de computador, serviços financeiros, etc — pode ter sua execução supervisionada por um gerente de projeto e suas operações por um gerente de operações.

[editar] Abordagens

Na indústria de informática, geralmente há dois tipos de abordagens comumente utilizadas no gerenciamento de projetos. As abordagens do tipo "tradicional" identificam uma sequência de passos a serem completados. Essas abordagens contrastam com a abordagem conhecida como desenvolvimento ágil de software, em que o projeto é visto como um conjunto de pequenas tarefas, ao invés de um processo completo. O objetivo desta abordagem é reduzir ao mínimo possível o overhead. Essa abordagem é bastante controversa, especialmente em projetos muito complexos. Mesmo assim, tem conquistado adeptos em números crescentes.
Nas últimas décadas, emergiram uma série de abordagens na indústria em geral. Dentre essas abordagens se destaca a abordagem do PMBOK, que tem se tornado um padrão de facto em diversas indústrias.

[editar] Abordagem tradicional

Na abordagem tradicional, distinguem-se cinco grupos de processos no desenvolvimento de um projeto:
  1. Iniciação;
  2. Planejamento;
  3. Execução;
  4. Monitoramento e controle;
  5. Encerramento.
Nem todos os projetos vão seguir todos estes estágios, já que alguns podem ser encerrados antes do inicialmente esperado. Outros projetos passarão pelos estágios 2, 3 e 4 múltiplas vezes. O projeto ou empreendimento visa a satisfação de uma necessidade ou oportunidade, definida no texto acima como fase inicial na qual existem muitas áreas e/ou pessoas envolvidas.
Em geral sempre existe mais que uma solução ou alternativas para atender às mesmas necessidades. A técnica usada para definir a solução final passa pelo desenvolvimento de alternativas extremas. A primeira, de baixo custo, que atende as necessidades mínimas para ser funcional. A segunda tenta atender a maior parte das exigências das diversas áreas envolvidas no escopo, que resulta num projeto com custo muito maior e pouco competitivo. A partir de ambas as alternativas é desenvolvida uma solução intermediária entre as mesmas, que atende a uma boa parte das exigências com um custo competitivo.
Vários setores utilizam variações destes estágios. Por exemplo, na construção civil, os projetos tipicamente progridem de estágios como pré-planejamento para design conceitual, design esquemático, design de desenvolvimento, construção de desenhos (ou documentos de contrato) e administração de construção. Embora os nomes difiram de indústria para indústria, os estágios reais tipicamente seguem os passos comuns à resolução de problemas (problem solving): definir o problema, balancear opções, escolher um caminho, implementar e avaliar.
Para manter o controle sobre o projeto do início ao fim, um gerente de projetos utiliza várias técnicas, dentre as quais se destacam:

[editar] As Variáveis

Alguns empreendimentos necessitam ser executados e entregues sob determinadas variáveis ou restrições. As variáveis principais também podem ser denominadas como tradicionais. O gerenciamento de projetos tenta adquirir controle sobre três variáveis:
  • Tempo;
  • Custo;
  • Escopo.
Na versão atual do PMBOK, tríplice restrição foi eliminada, passando a existir restrições do projeto que são elas: Escopo, Qualidade, Cronograma, Orçamento, Recursos e Riscos. Portanto, qualquer alteração em um desses itens certamente haverá restrições em um ou mais dos demais itens.
Isto é conhecido também como "triângulo da gerência de projeto", ou "triângulo de restrições" onde cada lado representa uma variável. Um lado do triângulo não pode ser mudado sem impactar no outro. Como comentado anteriormente, alguns profissionais entendem que a variável qualidade está separada do escopo e o definem como sendo uma quarta variável, considerando a, desta forma, como parte do triângulo de restrição triplo expandido. Outros autores defendem, ainda, como sendo a terceira variável do "triângulo de restrições", classificando o âmbito (escopo), como uma das áreas do conhecimento - gestão do âmbito (PMBOK).
A restrição do tempo influencia o prazo até o término do projeto. A restrição de custo informa o valor monetário incluído no orçamento disponível para o projeto. Já a restrição do escopo designa o que deve ser feito para produzir o resultado de fim do projeto. Estas três variáveis estão freqüentemente competindo: o escopo aumentado significa tipicamente o tempo aumentado e o custo aumentado, uma restrição apertada de tempo poderia significar custos aumentados e o escopo reduzido, e um orçamento apertado poderia significar o tempo aumentado e o escopo reduzido.
A disciplina da gerência de projeto trata de fornecer as ferramentas e as técnicas que permitem a equipe de projeto, e não apenas ao gerente de projeto, organizar seu trabalho para lidar com essas variáveis.

[editar] Tempo

O tempo requerido para terminar os componentes do projeto é normalmente alterado quando se pretende baixar o tempo para execução de cada tarefa que contribui diretamente à conclusão de cada componente. Ao executar tarefas usando a gerência de projeto, é importante dividir o trabalho em diversas partes menores, de modo que seja fácil a definição das condições de criticidade e de folgas.

[editar] Custo

O Custo para desenvolver um projeto depende de diversas condições iniciais disponíveis para o desenvolvimento de cada projeto tais como: taxas labor, taxas materiais, gerência de risco, planta (edifícios, máquinas, etc), equipamentos e lucro.

[editar] Escopo

São as exigências especificadas para o resultado fim, ou seja, o que se pretende, e o que não se pretende realizar. A qualidade do produto final pode ser tratada como um componente do escopo. Normalmente a quantidade de tempo empregada em cada tarefa é determinante para a qualidade total do projeto.
Essas variáveis podem ser dadas por clientes externos ou internos. A definição dos valores das variáveis remanescentes fica a cargo do gerente do projeto, idealmente baseada em sólidas técnicas de estimativa. Os resultados finais devem ser acordados em um processo de negociação entre a gerência do projeto e o cliente. Geralmente, os valores em termos de tempo, custo, qualidade e escopo são definidos por contrato.

[editar] Padrões de gerência de projetos

Ao longo do tempo, houve diversas tentativas para desenvolver padrões internacionais de gerência de projetos. Dentre elas, destacam-se:

[editar] Ver também


Referências

  • Heizer, Jay; Render Barry. "Operations Management": International Edition, 7ª Edição 2004, ISBN 131209744
  • Gaither, Norman. Production and Operations Management" International Edition, 5ª Edição 1992, ISBN 30746221
  • Monks, Joseph G. " Administração da Produção" Editora McGraw Hill, 1ª Edição 1987, ISBN 74502778

6 de abr. de 2012

A GUERRA ÁRABE ISRAELENSE

1967 – A Guerra dos 6 Dias

1967 – A Guerra dos 6 Dias




Nos primeiros meses de 1967, a tensão entre Israel e os seus vizinhos árabes atingiu mais uma vez uma situação escaldante. Atacado logo no dia da independência em 1948, Israel continuava tecnicamente em guerra com os seus vizinhos árabes.
Em meados de Maio de 1967, uma nova guerra parecia iminente. Em 16 de Maio os egípcios ordenaram às forças de interposição das Nações Unidas que se retirassem do Sinai.
Como o Sinai era de facto território egípcio, não restou nenhuma hipótese senão a retirada. Na sequência da qual, um exército de 80.000 egípcios volta a ocupar o Sinai, deixando novamente Israel directamente em frente aos seus tradicionais inimigos do sul.
Os egípcios contam com mais 60.000 homens de reserva e a norte a Síria tem um exército com 50.000 homens pronto a intervir. No total, 190.000 homens, contra uma força de Israel calculada em 70.000. Se os árabes, agora armados com armas russas, contando com aviões e tanques modernos atacassem, Israel não poderia resistir.
A solução, pareceu ser um ataque preventivo.
Pela manhã de 5 de Junho de 1967 a força aérea de Israel efectua uma operação de surpresa sobre o Egipto.
Utilizando tácticas que passaram por simular voos de rotina, os aviões de Israel inflectiram para sul atacando simultaneamente vários aeroportos egípcios.
Durante o meio da manhã e a tarde, a força aérea de Israel atacou bases aéreas na Síria, na Jordânia e no Iraque.
Ao fim do dia 5, mais de 300 aviões egípcios, entre os quais os mais perigosos MiG-21, estavam reduzidos a cinzas.
Durante o dia 6 de Junho, à medida que os ataques se sucediam, contabilizavam-se também mais de 100 aeronaves destruídas das forças aéreas da Síria da Jordânia e do Iraque.
Israel perdeu nessa operação 19 aviões, tendo destruído mais de 400.
Operações terrestres
Entretanto, Israel tinha começado o seu plano de mobilização geral, pelo que nas primeiras horas do dia 7, Israel já estava em condições de avançar com as suas forças de primeira linha, tendo as linhas secundárias sido ocupadas pelos reservistas. Às 09:00 da manhã do dia 7, Israel tem 235.000 militares em armas e prepara-se para a ofensiva.
Alegria e delírio entre os árabes.
Ironicamente, nas capitais dos países árabes a noticia do conflito é recebida com grande alegria e saudada com grandes manifestações de orgulho árabe. É chegada a hora de acabar com Israel afirmavam as rádios do Cairo, de Amã e de Damasco. Milhares de árabes dirigem-se aos postos de recrutamento, para participar na vitória anunciada, que deverá ocorrer em apenas quatro dias de combates.
Na realidade o desastre completo que se tinha abatido sobre as forças aéreas dos seus países tinha sido ocultado, pelo que ninguém sabia que no conflito que já estava a decorrer, Israel tinha uma total supremacia aérea.
Com a supremacia aérea garantida, Israel passa ao ataque. Ainda em 7 de Junho, com a supremacia aérea garantida, uma força de 30.000 soldados apoiados por 800 tanques franceses ingleses e americanos, ataca o exército egípcio do Sinai, que conta com 80.000 homens e 1000 tanques de fabrico soviético, principalmente T-55.
Na frente central e norte, as coisas eram mais complicadas, porque ali Israel assumiu posições essencialmente defensivas, com tropas constituídas na sua maioria por reservistas. A cidade nova de Jerusalém, fica sob fogo cerrado da artilharia da Jordânia, que fez mais de 500 vítimas em apenas dois dias.
A situação só melhora, quando se chamam tropas e alguns tanques vindos de sul, para avançar contra os jordanos na tarde do dia 7.
Nessa frente sul – no Sinai – contra os egípcios a avançada em 7 de Junho foi um sucesso devido à melhor preparação e a superioridade aérea das forças de Israel. As forças egípcias retiram desordenadamente na direcção do canal do Suez.
No dia seguinte, na manhã de 8 de Junho a força aérea de Israel ataca os tanques egípcios em retirada no apertado desfiladeiro de Mitla e «entope» o fluxo de forças egípcias, que se encontram impossibilitadas de retirar ordenadamente.
As forças egípcias são atingidas pelos tanques de Israel que avançam, durante a tarde de 8 de Junho. Com os egípcios completamente desorganizados, os tanques israelitas praticamente limitam-se a fazer tiro ao alvo.
A principal força blindada árabe é destruída, escapando apenas uma pequena parte dos veículos.
As forças de Israel avançam sem oposição e no dia seguinte – 9 de Junho – atravessam o canal do Suez e pisam território africano, controlando as duas margens do canal do Suez.
A operação de Israel só terminou depois que foi efectuado um ataque maciço às posições da artilharia Síria a norte. Israel avança, com o objectivo de conquistar os montes Golã, uma área de colinas que permite bombardear Israel a partir de território Sírio.
Quando a 10 de Junho, é assinado o cessar-fogo, os tanques israelitas já avistam os minaretes das mesquitas da capital da Síria, Damasco.
No conflito, os árabes perderam no seu conjunto 430 aviões, 800 tanques e tiveram 15.000 baixas, contra perdas de 40 aeronaves e 803 mortos por parte de Israel, que passou de um território de 20.720Km quadrados para 73.635 seis dias depois.